domingo, 14 de novembro de 2010

Doce Novembro

Os dias turbulentos passaram, e parece que finalmente o mar entrou em total sintonia.
É de se estranhar, que tudo esteja tão calmo, inclusive ele: o coração. Quando nos últimos dez meses, o tsunami parecia fazer parte da minha vida, ele se foi...e deixou novembro assim, calmo e suspirante. Naquelas fortes ondas de outubro, trouxe algo que estava no fundo no mar, um baú, com um tesouro que nunca coube em meu peito, aquele tesouro que escondi tão bem, e nunca ninguém jamais soube de sua existencia, aquele que o mapa se desintegrou com o tempo mostrando onde estava guardado.
Quando acordei o baú estava ali, de frente pra mim, acorrentado, da mesma forma que deixei enterrado nas águas profundas todos estes anos, era algo presente apenas na minha memória, e demais ninguém, algo que quando tocava a nossa música, me trazia a tona o que deixei pra trás, com marcas pra uma vida inteira, um amor literalmente vivo, uma história que eu nunca esqueci.
É tão estranho, que eu não tive a coragem necessária pra quebrar o cadeado, e reviver tudo. O medo ainda me cerca, as vozes na mente tentam me mostrar o caminho, e o coração...ele sempre soube a resposta quando o tesouro finalmente fosse descoberto.

Preciso de um tempo. Urgente.

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